21.8.08

Como sempre, você!


A cabeça encosta no travesseiro.... mas ela deseja que ele fosse seu peito...
Adoraria ouvir a chuva, aquela torrencial que cai forte no telhado e inunda tudo...
Para afogar meus ciúmes repugnantes, que seguem feito sombras.....tão silenciosas e dolorosas...

Ouvir teus rompantes.. velozes, geniais....
Os olhares através das chamas ..quando se interceptam ..levam – nos ao outro universo....aquele suculentamente subversivo onde está a nossa rendição.. onde mergulhamos nos oceanos infinitos... refúgio do prazer e da dor.... da luz e da escuridão....eles se entrelaçam como as nossas pernas em um tango...

2.7.08

Síntese


Tornei-me teu instrumento verdadeiro....
Fomos conduzidos através dos sussurros de Volúptia à valsar nos salões sensoriais durante a escuridão....

15.6.08

O pequenino


Agora vê as moedas...
Ele quer, sabe que não deve, mas embora pequenino é teimoso e insiste.
Torço para que ele saia dessa rua, virando a esquina com sorriso no rosto!
Algo falta para que pare de se sentir tão estranho, como se não fizesse parte daquilo...
O Pequeno parece entediado por dentro, ninguém ri muito de suas piadas e ele se esqueceu de como sorrir escancaradamente.
Brinca com seus botões como se fosse sério, e leva na brincadeira sua vida.
Caminhando sem saber por que, ele “ziguezagueia”, encontra os amiguinhos perdidos, interage com os presentes que o olham curiosamente...
E no imaginário a fantasia vai criando, discrepante, incessante...
Vai maquiando, maquinando, brincando de mascarado, ora bandido, ora mocinho atuando no seu palco que quase se desfaz em pedaços, depois joga tudo fora, e começa tudo outra vez.....

1.6.08

Floresta



Feliz imagem que transborda o copo....
A água fresca da nova fonte, lugar extraordinário, floresta cheia de cheiros....
Seus sons entram....Andando por entre as árvores, quero abraçá-las!!!

25.5.08

Caminho...

O caminho de volta, em que não se volta ao mesmo lugar....Por que quando voltamos não somos mais os mesmos e o chão onde pisamos também.
O vento vai desfazendo as pegadas.
Então não há mais voltar, só parar e seguir?!
E se pararmos o chão não pára!
Para que inventar o verbo desapaixonar, desamar?
Se não vou usá-lo!
Se as palavras não fazem mais sentido e estou transitando além delas, permeando entre ações, olhares e sensações.
São conexões profundas, inéditas, doces, loucas, amargas e sãs...